Marina Viana

(Belo Horizonte, MG)

concreto, fita cassete desenrolada, corpo

(Ecos do dia em que perdi um grupo de teatro na chuva e voei sob o asfalto)
Poor me! They Nanagouveia my disgrace! For immortal Lizas because they don’t expect that I Renata Sorrah, and because they humiliate on everybody’s Fernanda! Oh, Adriana city, oh, Esteves inhabitants of my land, at least I take ye for Beth Midller, see ye how without that Sally Field the Juliana Galdino’s lamentations, how and why Marilia Pera I am taken to a Branca Letícia de Barros Mota, to a Carmem de Maura species. How Wilma Henriques I am! Not even about the Deborah, neither on Carmem Miranda’s shadows I will be able Matarazzo, neither Inês, nor Peixoto .
(E o meu cavalo só falava inglês, minha pátria é minha língua, fala mangueira).
fala mangueira
fala mangueira
fala mangueira
fala
lalalalalalalalalala ê aê aê aê êêêê ô ô ô ô ô ô
eô êo aiaiaiaiai
aiaiai. (agora eu choro assim)
ielululailulomlomlomlom ie eie eie eie (infiel)
M A ma QUI qui, NA na M A ma QUI qui, NA na M A ma QUI qui, NA na
Na na na na na na NADA NADA NADA NADA (LOOPING)
tratratra tra as que comandam vão no tetê teteretê tê teterete
bebabebabebabebajuru beba aa uu aa uu
uuuuuuuaaaaaa (novidade)
Taratitundaradara, taratitundaradara, nhenhenhém Auia aê. Eta eta eta. ---- tchan ------ tchan------ tche tchereretchetche che che che nhenhenhém.
(um instante maestro)
Superhomem, superviva, supervick, super chá, super quentão.

(ela chuta o ar, a família mineira, ela mesma)
Começa no útero, abaixo da linha do equador. Revolve de furacão e enchente carregando quem não tem o que carregar, passa pela mão do hemisfério norte separando, apontando condenando o que a cabeça tampada por um lenço uma camisa um gorro de esqui performa de braços erguidos no ar. Derrubar monumentos, queimar carros explodir bancos. O sexo escorre por todas as fronteiras imaginárias da polis, o suor do sul, o sangue do sul as especiarias do leste, o pacífico gelado o norte barbarizado. A baderna que adentra o espaço, com pés no chão de bailarina. Era pra falar de espaço. Espaço, coisa e corpo. O copo de café, copo vazio, cheio de ar. Vazio daquilo que no ar do copo ocupa o lugar. Ocupa. Tira gente põe represa. Adeus! ó choça do monte!...Adeus! palmeiras da fonte!...Adeus! amores... adeus! Um homem vivendo dentro da baleia. O cu é logo ali. Este nosso sítio. E eu, menos estrangeiro no lugar que no momento, sigo mais sozinho caminhando contra o vento e meto o meu grelo na geopolítica... Eu podia ficar aqui pra sempre, no alto dessa montanha arranha céu, estrada de minas pedregosa, braços abertos sobre a Guanabara e o grelo na geopolítica! Dedico todo o meu fígado a América do Sul. Patchamama te veo tan triste. Errante navegante. Quem jamais te esqueceria.
E agora a mesma chuva.
A mesma chuva.
Em mim e em você.
(e chove. eu fumo mesmo assim).
FIM.

Amor... (Manifesto antiacademicista pró-bruxaria sem rigor conceitual do meu lado ocidental que Eurípedes desconhece)

8/11 às 15h (1ª sessão) e 16h30 (2ª sessão)

Banheiro do TUC

Classificação indicativa: 16 anos

Concepção, dramaturgia e atuação: Marina Viana Direção: Sara Rojo Iluminação: Marina Arthuzzi Figurino: Mariana Blanco e Marina Viana Guitarra Le Pau: Daniel Herttel

Festival de Ideias Brutas ep. 01 ou Comitê de Escracho Permanente

9/11 às 21h

Praça 19 de Dezembro

Classificação indicativa: 16 anos

Texto e atuação: Marina Viana Direção: Rodrigo Fidelis Iluminação: Marina Arthuzzi Trilha Sonora: GA Barulhista e Luiz Matoso

Realiza Certas Produções - Incentiva BOSCH