Vanilton Lakka

(Uberlândia, MG)

pessoas sentadas no chão

O inicio do meu trajeto foi no Hip Hop, nas danças que aconteciam na festa, na praça e na rua. Na seqüência cheguei a Dança Cênica pela via dos festivais, esse contato me levou a sala de dança e a aulas de dança em espaços horizontais, previsíveis e sem obstáculos. A mesma Dança Cênica me levou a rua outra vez, e me fez repensar nos vestígios das Danças Urbanas e da cidade contida nela, e em meu corpo, agora, metamorfoseado pelos pressupostos motores e culturais da Dança Contemporânea. Interessa pensar o espaço (físico, social e virtual), a matriz técnico-corporal (técnicas de dança ou outras) e a biografia motora dos indivíduos, todas consideradas como ambientes que interagem entre si e se auto-influenciam.

Doutorando no PPGAC da Universidade Federal da Bahia, mestre pelo PPGArtes na Universidade Federal de Uberlândia (2011) e graduado em ciências sociais também pela Universidade Federal de Uberlândia (2003). Atualmente atua como Professor na graduação em dança da UFU - Universidade Federal de Uberlândia e compõe o grupo de pesquisa poéticas tecnológicas. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Dança, atuando principalmente nos seguintes temas: danças urbanas/hip hop e suas conexões com a dança contemporânea, técnicas corporais, formatação de trabalhos de dança em diferentes suportes/mídias e a exploração da relação arte-cidade no ambiente urbano com foco na criação e na formação. Criador-intérprete premiado pela Associação Paulista de Críticos de Artes (2005), atua com produção cultural, criação, interpretação e pesquisa em dança desde 1991. Sua formação é marcada pela vivência nos universos da Dança de Rua e da Dança Contemporânea. E em suas criações coreográficas destacam-se questões referentes ao uso de técnicas corporais, a formatação de trabalhos de dança em diferentes suportes e a exploração da relação arte-cidade no ambiente urbano com foco na criação e na formação.

Entre suas principais criações estão “Dúbbio” (2003), “Você, um Imóvel Corpo Acelerado” (2003), “De...va..gar: últimos capítulos da cultura nacional” (2004), “Interferência inacaba-da...preste atenção no ruído ao fundo” (2007), “O Corpo é a Mídia da Dança? - Outras Partes” (2005/2007), Mono-blocos (2013), Sujeito Corpóreo, Corpo Midiático (2013), Olhar (2014), Derivações Hip Hop (2015) e FASE (2016). Apresentou-se e ministrou oficinas na América Latina, Europa e África em festivais em países como: Festival Internacional de Dança Fragmentos de Junho (Guayaquil-Equador), Andanza Festival Internacional Contemporâneo (La Paz-Bolívia), PERU EN DANZA Encuentro Internacional de Danza Contemporânea y Movimiento – (Lima-Peru), Dias de Danza - Festival de Dansa em Paisagens Urbanas (Barcelona-Espanha), VII Bienal de Dança do Ceará – conexão Cabo Verde (Cabo Verde-Africa), Biennalle Danses Caraibe (La Habana-Cuba), Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa-Portugal), Théâtre de La Cité Internationale (Paris-França), Festival Noorderzon (Groeningen – Holanda), Festiva Theater Spectakel (Zurich – Suíça), Dansnät Sverige (Suécia), rencontres choregraphique de Seine Saint Denis Yucatán Escénica (Mérida-México) dentre outros. Lakka atua com professor, pesquisador, bailarino, coreógrafo, mantém carreira solo e desenvolve propostas com artistas colabores independentes.

Mono-Blocos

17/11 às 17h

Praça Rui Barbosa

Classificação indicativa: Livre

Mono-Blocos tensiona a relação corpo-cidade considerando as dimensões arquitetônicas, físicas e sociais. Resulta de um processo realizado na cidade de Uberlândia, denominado Habitar a Cidade, no qual praças e espaços públicos foram ocupados por 10 artistas de diferentes formações pelo período de 1 ano, na expectativa de avaliar que corpo resulta da interação entre seus corpos e as praças. Que cidade emerge desse uso? E que estrutura de obra artística resultaria desse processo? A obra resultante é caracterizada pela elaboração e aplicação de movimentos básicos, denominados princípios técnicos corporais: estratégias de quedas, rolamentos, apoios e usos do corpo na cidade, que possuem afinidade com manifestações como Parkour, B.boying e Release Technique. Esses movimentos estão organizados em uma estrutura de jogos que dialogam com a ideia de estruturas intuitivas, e por isso são de fácil compreensão. A ideia de “ocupação” é central na proposta, na medida em que se pretende ocupar as praças com o processo e o resultado. Assim sendo, interessa mais o estado de ocupação do que necessariamente a divisão entre processo e resultado final. As características da proposta colocam em questão a ideia de processo e produto, num confronto entre a primeira etapa (cidade habitada) e a segunda (apresentação das estruturas coreográficas Mono-Blocos).

Conceito e Direção: Vanilton Lakka Performers e condução de Residência: Vanilton Lakka, Claudio H. Oliveira, Lucas Dilan e Nádia Yoshi Produção executiva e técnica: Marcelo Santos Trilha sonora: Fernando Prado

Habitar a cidade com Mono-blocos

Oficina gratuita com Vanilton Lakka

14 a 18 de novembro de 2017

A residência Habitar a Cidade com Mono-Blocos se apoia em 3 (três) mecanismos de ensino aprendizagem, a saber, sequências de dança, improvisação e jogos, que por sua vez se apoia em “princípios técnicos corporais” provenientes dos universos culturais Dança de Rua (B.boying), Parkour e Release Tecnique (Dança Contemporânea). O entendimento de cidade/ corpo/ arte presente em Mono-Blocos considera que o sistema técnico-corporal, a biografia do sujeito e a arquitetura das cidades são ambientes que se influenciam mutuamente. A proposta conta com a participação de 04 performers/oficineiros do projeto original e a turma máxima de 20 pessoas, o que permite a maximização do tempo e do aprendizado e possibilita a apresentação final de Mono-Blocos nos dias 17 e 18 de novembro com elenco misto.

Público-alvo: praticantes de dança em geral, principalmente envolvidos com propostas vinculadas a Dança Contemporânea, performers com formação em Teatro, Dança, Circo, Artes Visuais e Marciais, além de público em geral interessado em propostas que vinculem o corpo a cena.

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