Erro Grupo

Florianópolis, SC

um estranho jogo de cartas

O ERRO Grupo experimenta a arte como intervenção no cotidiano, usando os espaços públicos como campos de atuação. Com 16 anos dedicados ao teatro de rua, e a performance, o ERRO pesquisa a união das linguagens artísticas, o ator/ performer e a diluição da arte no cotidiano. Por meio da interferência nos fl uxos do dia a dia na cidade, na paisagem urbana e nos meios de comunicação, o grupo pesquisa a exploração do espaço urbano a partir de seus signifi cados, ambientes, arquiteturas, leis e discursos, através da criação de possíveis situações e relações entre as pessoas que circulam pelas ruas, procurando outros modos de viver e inserir-se na cidade.

Hasard

dia 10/11 às 18h

Quarteirão da Praça Zacarias, Rua XV de Novembro, Travessa Oliveira Bello e Al. Dr. Muricy

Classificação indicativa: 12 anos

Quatro ruas de uma quadra servem como território para HASARD do ERRO Grupo. As situações de perda se desenvolvem e são apresentadas ao público simultaneamente nesses quatro quadrantes. O quarteirão impõe uma fragmentação do trabalho e o público experimenta a peça aleatoriamente ou decididamente através das inúmeras possibilidades de escolhas dos caminhos que as ações propõem.

HASARD traz questionamentos sobre o nosso posicionamento como jogadores na contemporaneidade e a relação de controle exercida pelo mercado em nosso cotidiano. Ao longo de HASARD, as quatro situações contaminam umas às outras, utilizando a aleatoriedade como operação, possibilitando diferentes desdobramentos das ações pelas diferentes formas de jogo que o grupo propõe aos transeuntes durante a intervenção.

Concepção e dramaturgia: Luana Raiter e Pedro Bennaton Direção: Pedro Bennaton Atores: Luana Raiter, Luiz Henrique Cudo, Michel Marques e Sarah Ferreira Performers: Rodrigo Ramos, Dilmo Nunes, Rachel Seixas e Wellington Bauer Direção de Arte: ERRO Grupo Sonoplastia: Isaac Varzim Técnicos de som e vídeo: Michel Marques e Rodrigo Ramos Cenotécnica: Michel Marques Contra-regra: Ângelo Giotto Criação, realização e produção: ERRO Grupo Design-gráfico: Fabrício Faustin Rezende e Rafael Amaral Baralho: Leandro Pitz Textos baralho: Luana Raiter e Pedro Bennaton Fotografia: Larissa Nowak, Ana Carolina Von Hertwig, Pedro Bennaton e Rafael Schlichting Filmagem: Rafael Schlichting, Ana Carolina Von Hertwig, Pedro Bennaton e Sarah Ferreira Edição de vídeo: Rafael Schlichting e Sarah Ferreira Assessoria de imprensa: Juliana Bassetti Web-designer: Henrique Palazzo – Estúdio Obra Contabilidade: Cultura Contábil Programa Petrobras Cultural – patrocínio Petrobras via Lei Rouanet – 2010 a 2012.

Jogadouro

dia 7,8,9/11 das 9h às 13h

JOGADOURO é uma oficina de 12 horas voltada para não-atores, atores, performers, alunos e professores de artes e a quem mais possa se interessar no aprofundamento de procedimentos que impulsionam situações de jogos coletivos, especificamente em obras artísticas. A oficina JOGADOURO será ministrada pelo diretor, dramaturgo e pesquisador Pedro Bennaton, a atriz, dramaturga e pesquisadora Luana Raiter, e o ator Luiz Henrique Cudo, co-fundadores do ERRO Grupo.

A oficina tem um número máximo de 20 participantes, necessitando apenas de um espaço vazio amplo com pouca circulação de pessoas tal qual salas de aulas, ginásios, hall de centros culturais ou universidades, e até praças e largos, para a sua realização. Serão definidos os locais mais apropriados dentro destas características de acordo com cada município.

Nas práticas de jogo da oficina o papel de emissor e receptor é alterado, e as relações binárias se reconfiguram de modo menos hierárquico e mais horizontal, como em ambientes coletivos, tais quais apresentações de teatro, exposições, salas de aula, onde todos se sintam integrados, e cada pessoa se fortaleça justamente por estar no espaço sensível do comum. O conteúdo programático da oficina consiste em uma série de proposições aos participantes para que não só o seu conteúdo seja sobre o jogo, mas que a sua forma também carregue tal ludicidade presente no ato de jogar coletivamente.

Tendo em vista que a regra é a base para todo jogo, a oficina recorre a estruturas de jogos prévios já realizados pelos ministrantes na construção de situações, mas que são desdobrados em outros jogos como exercícios práticos e construção de ações junto aos participantes. O jogo, neste caso, se situa externamente ao mecanismo de controle e satisfação imediata dos desejos, pois tenta interromper este mecanismo insinuando-se como atividade temporária, como uma ação no cotidiano da cidade.

Além de ser uma oficina sobre técnicas de jogo, JOGADOURO propõe a união entre a sua forma e seu conteúdo constituindo-se também como uma performance com referência nos clássicos textos do Teatro do Século de Ouro Espanhol: A vida é sonho, de 1636, e O grande teatro do mundo, de 1655, de Pedro Calderón de La Barca, estabelecendo assim uma prática pedagógica e artística simultaneamente. A oficina acontece através de propostas, comandas, situações que interajam com o ambiente, as pessoas e espaços, possibilitando um encontro lúdico entre todos que integram o coletivo momentâneo proposto pela ação e ampliando as possibilidades de um processo artístico-pedagógico.

Realiza Certas Produções - Incentiva BOSCH