Elilson

(Rio de Janeiro/RJ)

alguém sendo carregado num carrinho de supermercado

Através de uma “cartografi a-performativa”, tenho transitado entre os papéis de pedestre, espectador e performer, lendo e experimentando ruas e transportes coletivos como espaços performativos. Performar em ruas e em transportes coletivos desnuda as lógicas habituais, complicando culturalmente, para parafrasear Eleonora Fabião, o próprio sentido de cidade: na escala corpo a corpo dizer, redizer, desdizer e procurar modos de dizer coletivamente o que quer e o que pode a cidade. Colocando em pauta negociações éticas não somente para a experimentação estética, mas para a cidade que passa em movimento.

Gota

dia 13/11 às 15h

Rua Alberto Bolliger, 135

Classificação indicativa: Livre

Um balde de plástico vermelho made in Brazil com capacidade para 13,6 litros é o objeto-guia para uma quase deriva, uma caminhada-busca por quem estiver bebendo água ou trabalhando com água. A caminhada só se completa quando o recipiente estiver transbordante com as águas doadas pelos transeuntes, gota a gota, com as próprias mãos. Toda a água coletada é revertida em ações de lavagem, de escrita e de exposição oral. Nessa confluência de encontros e conversas disparadas em volumes, reflete-se acerca da semelhante vitalidade linguística que possuem ditados populares e discursos de ódio.

Pago 4 e 25

dia 14/11 às 14h

Terminal do Portão

Classificação indicativa: Livre

Com um carrinho de supermercado contendo duas almofadas, uma garrafa de água mineral e alguns copos descartáveis, levantar um cartaz com os dizeres: “Pago R$ 4,25 para você andar no meu carrinho. *Sujeito a condições”. Aos transeuntes interessados, explicitar as condições: 1. Aceitar ser registrado em foto e em vídeo; 2. Fazer, dentro do carrinho, o percurso entre duas estações de transporte coletivo.

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